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avivamento e suas consequências

Quando pensamos em avivamento logo nos vem à mente os “congressos de renovo espiritual” das décadas de 70 e 80, época em que as pessoas, ao final das mensagens, se viam em torno do altar de uma igreja, totalmente quebrantadas e renovadas pelo mover e poder do Espírito Santo. A partir disso, durante a semana seguinte se derramavam nas vidas de outros evangelizando e testemunhando o grande amor de Deus. Quando chegava novamente o fim de semana, saíam a distribuir panfletos nos chamados “cultos ao ar livre”. Isso demonstra que havia uma constância espiritual que impulsionava os crentes para fora de suas igrejas a fim de exercer poder de atração dos pecadores para dentro das mesmas.

Da forma como isso era feito, dá-nos á a impressão de que os resultados eram imediatos, no que diz respeito às conversões e, consequentemente, às libertações por causa da verdade do Evangelho genuíno, e que, as mentiras, heresias e modismos eram facilmente identificados e deixados de lado por meio de um discernimento eficaz.

Hoje, apesar do número crescente de cristãos evangélicos, a coisa está mais morosa. Fala-se em conversão processual e libertação gradativa. Fala-se de um testemunho discreto, que beira ao silêncio no intuito de não ferir a liberdade religiosa do outro. Fala-se até em evangelismo virtual, uma vez que as chamadas a Cristo, acompanhadas de apelos impactantes pelas verdades do Evangelho, são tidas como caretices no contexto pós-moderno e, assim, melhor que não sejam feitas em praças públicas.

Fato é que precisamos urgentemente de um avivamento legítimo, o qual só ocorrerá com a consciência do pecado, que estimulará quebrantamento e confissão face à santidade de Deus. Ninguém consegue ser o mesmo depois de tal visitação (Is 6.5). Todo início de avivamento passa antes por um profundo arrependimento. Somente com um coração inconformado com o jeito displicente das pessoas para com as coisas de Deus, é possível pedir fervorosamente por uma mudança na vida de todos, objetivando o abandono de suas independências, cobiças, rebeliões e orgulhos, sentimentos que mantém Deus à parte. Em resumo, avivamento é precedido por santidade, que é o trilho da vida, pelo qual todos deveriam caminhar, optando por gerar com robustez os frutos do Espírito e a anulação das obras da carne (Gl 5.16-24).

Outro aspecto do avivamento é o desejo à adoração, pois o coração contrito e dependente do Senhor absorve a visão do Seu caráter gerando vontade para celebrar a quem de fato é digno de receber tal glória (Sl 145,10,11).

A oração é também uma das premissas na vida de uma pessoa avivada, que intensifica a busca pela face de Deus, devido à fome e sede espiritual (Sl 42.1,2).

Podemos incluir a leitura bíblica, já que ela modela o pensamento contemplativo de todo aquele que se dispõe a transformar-se diante da Palavra do Senhor. Primeiro se lê a vida de Jesus; em seguida, o Senhor altera a nossa realidade de vida (Ef 4.22-24).

Ainda nesta lista de consequências, há a cura interior para os que se acham feridos pelo passado, circunstâncias e pessoas. Na atmosfera de vida abundante do Senhor, toda doença gerida pelo DNA do pecado original, se torna insignificante por causa do clima perdoador do Pai, que permite que nos posicionemos de forma digna para enfrentar o passado, circunstâncias, pessoas e também o presente e o futuro (Hb 12.1-3). Com essa experiência, teremos compreensão de vida na profusão da graça.

O ministério pessoal é ressuscitado (At 1.8). Há esclarecimento do chamado e relevância dos dons para o serviço no reino dos céus por intermédio da igreja local (I Co 12.27,28). O avivamento dá discernimento à igreja que passa a agir em misericórdia com o próximo.

Podemos finalizar dizendo que uma pessoa avivada está estruturada em Jesus que é vida (Jo 10.10). Portanto, ela irá destruir as estruturas de morte ao seu redor, em virtude da pulsão de vida constante em seu ser. E, com certeza, ao participar de um culto, se ofertará como sacrifício santo e agradável no altar de Deus, em resposta aos apelos feitos na conclusão das pregações, porque sabe que está viva pelo poder da ressurreição.

Pr Sérgio Mascarenhas

 

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