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jesus no templo

Por que Jesus agiu com atitudes aparentemente incompatíveis à sua personalidade (Jo 2.13-23)?

13) E estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. (14) E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. (15) E, tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas, (16) e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes e não façais da casa de meu Pai casa de vendas. (17) E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorará. (18) Responderam, pois, os judeus e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isso? (19) Jesus respondeu e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. (20) Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos, foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? (21) Mas ele falava do templo do seu corpo. (22) Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito. (23) E, estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. (JO 2)

1. Porque Ele amava a Deus a ponto de se tornar um zeloso radical pela obra do Pai:

(14) E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. (15) E, tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas

Geralmente associamos Jesus às ações de ternura, mansidão, compreensão, entre outras e nunca às ações radicais como no texto acima. Porém, todo aquele que ama, se torna escravo do zelo por aquilo que ama. Consequentemente, há um inconformismo com a realidade distorcida que se distancia dos propósitos originais de Deus (v 17).

2. Porque Ele fez oposição a todo mercantilismo dentro da dimensão sagrada:

(16) e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes e não façais da casa de meu Pai casa de vendas

O templo constituía a principal fonte de renda para a cidade, movimentando o comércio e o turismo. Anás, sumo sacerdote, controlava tais negócios e garantia o meio de vida da nobreza sacerdotal. E muita gente pensava em ganhar dinheiro com a máquina religiosa.

Jesus fez oposição ao comércio com suas negociações, porque toda busca a Deus deve ser dissociada dos desejos materialistas, humanistas e interesseiros. Isso se constitui como barganha, que é a troca da adoração/culto pelos interesses pessoais (Mt 4.9).

3. Porque Ele se indignou com toda a adoração e forma litúrgica impura:

Mt 21.13 (texto paralelo). E disse-lhe: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós tendes convertido em covil de ladrões.


Por mais que os líderes aprovassem aqueles cultos, Jesus se indignava com as formas litúrgicas de adoração. Aquilo lhe parecia um insulto a Deus, o que o fez demonstrar sua ira e uma fagulha do seu juízo.

Revelou ainda que na nova dispensação Ele é o centro da adoração, deixando obsoleta toda a estrutura física/religiosa/judaica, com seus cerimoniais e rituais (v 19). Pois tinha autoridade para isso (v 20, 21) autenticada pelo sinal máximo da ressurreição (v 22). Logo deveriam crer na sua vida, missão, morte e ressurreição.
 
Sendo assim, é importante que alguns pontos sejam destacados:
(1) Amar a Deus e zelar por sua obra, revolucionando e não se conformando com o sistema caído: 

(2) E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.(Rm 12)

(2) Ser um profissional da fé, sirver a Deus sem barganha e fazer sua obra sem negociações, abrindo mão de toda sagacidade, esperteza e malícia:

(1) E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. (2) Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. (3) E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. (4) A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, (5) para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. (I Co 2)

(3) Adorar o Senhor despido de qualquer interesse secundário. Focar somente na pessoa d’Ele atribuindo todo louvor e atenção ao Pai (Deus), Salvador (Jesus) e Consolador (Espírito):

• Porque há uma nova forma de adoração a Deus, que é espiritual:

Jo 4.24. Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

• Porque há um novo endereço para se adorar: todos nós:

I Pd 2.5. Também, vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.

• Porque há novas ofertas para serem sacrificadas no altar de Deus:  você e eu.

Rm 12.1. ... apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradáveis a Deus.

 

Pr. Sérgio Mascarenhas

 

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