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provas cabais do messianismo de jesus

Sempre houve controvérsias sobre o messianismo de Jesus. Observa-se uma resistência no povo descrita em todos os evangelhos para acolhê-lo como o “Ungido de Javé” (Is 61.1-4; Lc 4.16). Daí a postura polarizada dos religiosos em querer matá-lo, e por outro lado, a dos discípulos em querer amá-lo. Parecia não haver meio termo. Porém, essa brecha mediada pela dúvida sobre a divindade e senhorio de Jesus, se fortalece nos nossos dias por causa das várias correntes teológicas. Esse viés é patrocinado pela neo-ortodoxia. Ou seja, uma nova forma de se crer na pessoa de Jesus a partir do método “histórico crítico”, que separa a “palavra de Deus” das “escrituras sagradas”, criando uma rejeição da autoridade e infalibilidade da Bíblia como palavra de Deus e aceitando somente os textos comprovados cientificamente e não pela fé na revelação do que Deus de fato disse. Mas como sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6), é por fé que vivemos (Rm 1.16) com base na Bíblia como palavra e voz de Deus para todos ser humano (Rm 10.17); observemos as provas testamentarias extremamente escandalosas para os intelectuais e religiosos (I Co 1.23), que provam de forma sobrenatural o messianismo do Mestre (Jo 4.25,26), cuja aceitação é sobretudo pela fé na revelação soberana de um Deus manifesto na pessoa de seu Filho unigênito (Hb 1.1-3).

Analisemos primeiramente a necessidade da encarnação. Somente uma fecundação divina (Lc 1.35), uma semente sem a influência do pecado original (Gn 3.15), gerada por meio de uma virgem (Is 7.14), para mostrar a impotência humana na tarefa da salvação, numa ação totalmente elevada (Jo 1.1), a fim de satisfazer a altura o grau de exigência de um Deus extremamente Santo.

Logo, desencadeia-se a união hipostática, ou seja, um corpo humano com duas naturezas, humana e divina (ITm 2.5). Jesus é cem porcento homem (Is 53.3) e igualmente Deus (Jo 20.28), contendo características claramente distintas e substancialmente diferentes, inconfundíveis e imutáveis, indivisíveis e inseparáveis. Essa foi a conclusão do Concílio de Calcedônia realizado no ano 451 da nossa era sobre a pessoa de Jesus Cristo. Por isso os antigos diziam: “se tornou aquilo que somos para nos fazer o que Ele é”.

Do ponto de vista humano, outro fator relevante na comprovação dessa doutrina, foram os milagres que Ele realizou no tempo em que esteve na terra. Nicodemus percebeu  rapidamente (Jo 3.20). De fato Jesus não economizava na sua propaganda pessoal quando manifestava o poder de Deus na execução de algo sobrenatural. Ele andou sobre o mar (Mt 14.25); transformou moléculas (Jo 2.9); multiplicou átomos (Lc 9.16,17); curou enfermidades mortais (Mc 5.29); ressuscitou mortos (Jo 11.43,44); perdoou pecados (Mc 2.5). Enfim, demonstrou quem era por intermédio de suas ações: coisas que somente um Deus poderia fazer.

Podemos ainda agregar nessa lista de comprovações, as atribuições dos títulos dados ao Deus-Pai e a Jesus Cristo. Em Êxodo 3 verso 14, Deus se revela como o “Eu Sou”, expressão usada por Jesus em várias situações, como por exemplo, num dos ensinamentos no templo (Jo 8.58). Outra é “Salvador”, em que Isaías revela Deus como tal (43.3) e o mesmo faz Tito (3.6). E “Senhor”, como no Salmo 23, experiência primária no reconhecimento de Saulo de Tarso ao ser abordado por Jesus em Atos (9.5).

Por fim, o último ponto inquestionável é a ressurreição de Jesus (Jo 20.16). Esta, põe fim ao reinado do pecado (Rm 6.14), de Satanás e da morte (Ap 1.18). Se por um lado temos a morte de um homem numa cruz de forma natural, por outro, temos a ressurreição de um Deus-homem, de forma sobrenatural (Mt 28.7). Essa ação inaugura uma nova ordem dentro do tempo e do espaço, gerando esperança para todo aquele que nele crer (I Co 6.14).

E hoje, nesta dispensação, no tempo da graça, Jesus, bem consciente da sua missão e responsabilidade com o homem, exerce o ministério de intercessor junto ao Pai (Rm 8.34). Após ter subjugado tudo e todos em âmbito espiritual (Fp 2.9-11), para salvar o máximo possível (ITm 2.4) e liberar nova vida na sua pessoa (Jo 10.10), pelo convencimento do Espírito Santo (Jo 16.8), Ele continua trabalhando incansavelmente como o messias de Deus (Jo 5.17).

Pr Sérgio Mascarenhas

 

 

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